Ao longo de todo o mês de agosto, a Comunidade do Trilho realizou várias atividades para chamar a atenção aos projetos que, baseados no desenvolvimentismo, quer retirar a população de suas casas. As remoções obedecem, segundo os movimentos sociais, a política de estrutura prevista para a cidade por conta da Copa do Mundo de 2014.
As Comunidades do Trilho lançaram, então, uma carta aberta dirigida às autoridades estaduais e municipais de Fortaleza levantando as questões dos direitos básicos à moradia e vida digna a que todos (as) os (as) cidadãos (as) têm por direito.
Em trecho, a carta destaca: “Pela Constituição Estadual (art. 7º) temos o direito assegurado de que qualquer projeto que envolva nossos direitos, principalmente no que se refere a moradia, trabalho, escola, creche, vínculos familiares e todas as relações comunitárias, tem de nos ser previamente comunicado inclusive de forma a garantir a participação popular nas definições do investimento público. Isto não aconteceu, mesmo depois de havermos buscado essas informações junto aos órgãos responsáveis. Nenhuma explicação e muito menos informação recebemos”.
De acordo com os moradores das comunidades existem, ao longo da Via Férrea Parangaba-Mucuripe, famílias que moram há 70 anos ou mais.
“Nossos filhos e netos nasceram aqui. Construímos em mutirão, uma vila de casas, a capela Nossa Senhora das Graças, os Centros Comunitários e lutamos por melhorias como saneamento básico, água, luz, e diversos outros projetos. Fizemos muito pelas nossas comunidades para que pudéssemos habitar em nosso chão com dignidade. Nosso trabalho e nossas atividades também acontecem na mesma área ou em áreas próximas”.
Contato: Comunidades do Trilho
Fonte: AnotE








